Crônica Jurídica
Cada hora surgia uma novidade: jurisprudência inventada, teses fantasiosas, doutrinas inexistentes. O juiz já não suportava mais tamanha criatividade desmedida. Até que, em um dia inesperado, deparou-se com uma petição diferente. O ilustre advogado, em meio aos argumentos técnicos, trouxe uma citação literária. O magistrado se emocionou.
Além de a parte ter o direito reconhecido, a peça estava coesa, demonstrando conhecimento jurídico e sensibilidade intelectual. Ao acolher a liminar pleiteada, o juiz parabenizou o advogado, recordando Monteiro Lobato: “Um país se faz com homens e livros.”
E concluiu: embora a inteligência artificial venha auxiliar o Judiciário a desafogar o excesso de processos, deve ser utilizada com parcimônia — e, sobretudo, sob supervisão humana.
